Autismo (TEA)
Avaliamos mais de 1.200 genes catalogados no SFARI Gene com evidência científica reportada, priorizados pelo escore AVES. O achado orienta rastreamento de comorbidades, seguimento clínico e aconselhamento genético da família.
Genômica clínica · Neurodesenvolvimento
Sequenciamento completo do exoma com análise clínica dedicada a autismo, epilepsia, saúde mental e farmacogenética. Você recebe um laudo técnico e um laudo didático — e a equipe que cuida do seu filho recebe nosso apoio para interpretar cada achado.
Um exame, quatro frentes
Autismo raramente vem sozinho. Uma única coleta abre quatro linhas de investigação que, juntas, mudam a conduta clínica de forma concreta.
Avaliamos mais de 1.200 genes catalogados no SFARI Gene com evidência científica reportada, priorizados pelo escore AVES. O achado orienta rastreamento de comorbidades, seguimento clínico e aconselhamento genético da família.
Genes de canais iônicos e de excitabilidade neuronal, frequentes na sobreposição entre epilepsia e autismo. É a frente com impacto terapêutico mais direto: certos achados pesam de forma decisiva na escolha do anticonvulsivante.
Condições genéticas que se manifestam com sintomas depressivos, ansiosos ou psiquiátricos são parte do diagnóstico diferencial — e muitas vezes passam despercebidas por anos. Avaliamos essa camada junto com o restante do exoma.
Como aquele organismo tende a metabolizar os medicamentos mais prescritos no acompanhamento do autismo — antipsicóticos, antidepressivos, estabilizadores e anticonvulsivantes. Informação que ajuda o médico a antecipar dose e resposta, em vez de descobrir por tentativa.
Nosso método
Os critérios de classificação usados na genética clínica foram desenhados para doenças monogênicas — uma variante, um gene, uma doença. O autismo não funciona assim. Sua arquitetura é poligênica, com dezenas de variantes de efeito variável convergindo sobre redes inteiras de genes. Aplicar a régua errada faz achados relevantes serem descartados.
AVESAutism Variant Evaluation Score
Construímos nosso próprio escore de priorização de variantes, específico para o Transtorno do Espectro Autista, a partir de pesquisa de doutorado desenvolvida na UFOP.
Cada variante recebe uma pontuação ponderada em cinco eixos, o que produz uma lista priorizada em vez de um rótulo binário.
O que você recebe
A maioria dos laudos genéticos é escrita apenas para quem já domina a linguagem. Nós entregamos os dois documentos, e explicamos ambos.
No padrão esperado por neuropediatras, geneticistas e psiquiatras, com rastreabilidade de cada decisão de classificação.
O mesmo conteúdo, traduzido. Feito para ser lido em casa, mostrado na escola e levado para a próxima consulta.
O resultado só vira cuidado quando quem acompanha a pessoa entende o que ele significa. Por isso nossa equipe fica disponível para médicos, terapeutas e educadores — gratuitamente, antes e depois da entrega.
Reunião com a equipe de análise para revisar achados, variantes de significado incerto e próximos passos, quando o profissional julgar útil.
Formações sobre genética do neurodesenvolvimento e leitura de laudos, desenhadas para equipes clínicas, serviços de reabilitação e escolas.
Tradução do achado genético para o contexto escolar, ajudando a equipe pedagógica a entender o perfil do estudante e ajustar o plano educacional.
Como funciona
Você fala com a equipe sem custo. Entendemos o histórico e desenhamos o exame certo para o caso.
O kit chega no seu endereço. Coleta de saliva ou swab bucal, sem agulha, com orientação passo a passo.
Exoma sequenciado em laboratório parceiro certificado e analisado pelo nosso pipeline, com curadoria manual.
Os dois laudos são liberados e explicados ao vivo, para a família e para a equipe que acompanha.
Ciência aberta
A Spectrum nasceu dentro da universidade e mantém vínculo com instituições de pesquisa e bancos de dados genômicos internacionais. Quem faz o exame pode, se quiser, participar dessas iniciativas — e ajudar a construir o conhecimento sobre genética do neurodesenvolvimento em população brasileira, ainda muito sub-representada.
A participação é voluntária, feita com consentimento específico e separado do contrato do exame, e pode ser recusada ou revogada a qualquer momento sem qualquer prejuízo.
Atuação social
Trabalhamos lado a lado com o Instituto Diferente, organização sem fins lucrativos dedicada à inclusão de pessoas autistas e ao apoio às suas famílias. É dessa convivência que sai a forma como escrevemos nossos laudos, como conversamos com as famílias e como escolhemos as prioridades da empresa.
Acesso à genética não pode ser privilégio. Parte do nosso trabalho existe para encurtar essa distância.
Perguntas frequentes
O diagnóstico clínico descreve o quadro; o exame genético investiga a origem dele. Isso tem consequência prática: certas causas genéticas vêm com riscos específicos que valem ser rastreados, outras mudam a expectativa sobre medicação, e todas mudam o aconselhamento genético da família.
O AVES é o nosso método próprio de priorização de variantes, criado especificamente para o autismo. Os critérios usados de forma geral na genética clínica foram desenhados para doenças monogênicas, em que uma única variante explica o quadro. O autismo é poligênico: muitas variantes de efeito variável convergem sobre redes de genes.
O AVES pondera cinco eixos de evidência e devolve uma lista priorizada de achados relevantes, em vez de um rótulo binário que descartaria boa parte do que importa no espectro.
Não. A coleta é de saliva ou swab bucal, sem agulha, feita em casa com orientação passo a passo. Para crianças com hipersensibilidade oral, a equipe orienta estratégias de dessensibilização antes da tentativa — e, se precisar repetir, não há custo adicional.
Não. Entretanto, em exames genéticos com finalidade clínica é altamente recomendado que o resultado seja interpretado dentro do acompanhamento do paciente.
Dado genético é dado pessoal sensível pela LGPD. O acesso é restrito à equipe técnica da análise, o armazenamento é criptografado em AES-256 e cada acesso fica registrado em trilha de auditoria. Não comercializamos dados. A participação em pesquisa é opcional e depende de consentimento separado.
O valor depende do desenho do exame — se será analisado só o paciente ou também os pais, o que muda bastante o poder de interpretação. O orçamento é fechado antes de qualquer coleta, com parcelamento. A conversa inicial e a avaliação de indicação não têm custo.
Sim. A investigação genética não tem idade limite, e um número crescente de adultos diagnosticados tardiamente procura essa resposta — inclusive por causa de planejamento familiar.
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